Estatísticas do desemprego em Portugal


Ao longo dos últimos anos, a História de Portugal tem-se repetido. No que toca ao desemprego, então, nem se fala.

Hoje escrevo por cá sobre este assunto pois estou farto da inércia dos nossos governantes no que toca a questões ligadas ao IEFP. Os serviços do IEFP estão, atualmente, num estágio em que não fazem grande coisa na parte em que deveriam promover o emprego e, de facto, apoiar as pessoas no sentido em que estas possam, cada vez mais, aprofundar os seus conhecimentos, fazendo reciclagem de formações e não apenas se mantendo numa formação que já se fez à alguns anos atrás.


Depois, ao olhar para o passado e já Eduardo Catroga, em 23 de novembro de 1994, enquanto ministro, a propósito do famoso postal que "ajuda" o IEFP a gerir a taxa de desemprego dizia que "(...) os inscritos como desempregados nos Centros de Emprego (...) são artificialmente reduzidos nas estatísticas. Eu próprio tive ocasião de constatar, em visita a um dos principais centros do País, há algumas semanas, que quando alguém se inscreve como desempregado e o I.E.F.P. não consegue encontrar-lhe solução ao fim de um ano, e ainda por cima não recebe subsídio, é eliminado do número de desempregados se não tiver a iniciativa de responder positivamente ao seguinte postal enviado pelo Centro de Emprego: "Na sequência da sua inscrição informamos que ainda não foi possível satisfazer o seu pedido de emprego. Se continua interessado, queira devolver-nos este postal, devidamente preenchido, no prazo de 10 dias a contar da data do correio. Se não responder, procederemos à anulação da inscrição". E assim, um cidadão desempregado, que se inscreve como tal e nada beneficia com a inscrição, ao fim de um ano, passa, por artes mágicas, a ter emprego ou a ser inactivo por não querer trabalhar (...)" não posso deixar de me entristecer.

Num Portugal onde se gasta tanto dinheiro com sites novos e atualizações de plataformas sempre que se muda de Governo, ainda ninguém conseguir dar o passo de criar um site de recrutamento estatal. Eu mesmo idealizei um com todas as funções necessárias porém não sou capaz de o programar e, mesmo que fosse, não teria os recursos para fazer o seu lançamento e manutenção. Tal estrutura precisa de uma de duas coisas: ter capacidade para gerar nova audiência e com o atual LinkedIn é algo bem complicado ou ser uma real mais-valia e, se esta minha ideia fosse implementada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, seria muito mais fácil gerir a taxa de empregabilidade e fazer com que essa taxa passasse a ser real.


Além do que, estes postais de controle, poderiam ter nestes apenso um QR Code que permitiria que o candidato a novo emprego pudesse fazer a atualização rápida da sua situações face ao emprego. É claro que este tipo de postal só seria enviado para desempregados que não se tivessem autenticado na plataforma nos últimos 30 dias.
Com uma plataforma moderna, atrativa, onde os portugueses poderiam, facilmente, ter um link para partilhar com possíveis empregadores onde poderiam ter todo o seu percurso profissional, bem como referências de outras atividades, bem como comentários de pessoas com quem tenha trabalhado. Tudo isso junto, seria uma mão na roda para que o país, ao nível do emprego e da economia andasse um pouco mais para a frente.

Fonte: Demo.cratica

Ismael Guimarães, AD

Autor e Designer Gráfico

Recentemente formou-se como Técnico Especialista em Desenvolvimento de Produtos Multimédia e foi aí que descobriu a sua paixão pelo Design Gráfico, a qual dia após dia procura aperfeiçoar.

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